Regras:
1- Exiba a imagem do selo "Olha Que Blog Maneiro".
2- Poste o link do blog que te indicou.
3- Indique 8 blogs de sua preferência.
4- Avise seus indicados.
5- Publique as regras.
6- Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.
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http://otentilhaoeafe.blogspot.com/
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http://nielabittencourt.blogspot.com/
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http://eitavidameu.blogspot.com/
http://seligajovem.blogspot.com/
http://capinaremos.com/
http://numfalei.blogspot.com/
sábado, 30 de maio de 2009
Selo
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sexta-feira, 29 de maio de 2009
Cachorros na família
Algumas pessoas não sabem especificar em que momento o cachorro deixa de ser um animal de estimação e passa a ser efetivamente um membro da família...
Em alguns casos, melhor tratado e compreendido do que uma pessoa da casa...
Alguns rasgam o sofá, fazem pipi na cama da gente; viram o lixo; rasgam o jornal; fazem popo bem onde você vai colocar o pé; sobem na mesa, naquele momento em que você sai para atender o telefone, e comem sua comida, NO SEU PRATO... e tudo é perdoável.
Mas você percebe o valor deles quando você descobre que ela está grávida.Se bem que cachorra não fica grávida, fica prenhe. (Isso mesmo, prenhe, e não prenha). Uma gravidez indesejada, preocupante, afinal, uma boca a mais pra comer, e com a crise e tudo o mais, a ração está bem cara, sem contar que há as vacinas, et cétera, et cétera, et cétera. Mas esse não é o ponto ainda... Porque você vai se apaixonando com a idéia, à medida que a barriguinha vai crescendo.
Então, diante das coisas da vida, você deixa de ir ao salão e começa a se cuidar em casa. Faz suas economias, compra esmaltes, removedor, cremes para o cabelo, et cétera, et cétera, et cétera.
Mas de repente, o dindin que você estava guardando para as férias, ou umas roupas novas, ou sabe-se lá o quê, precisa ser gasto... E o pior, muito mais.
Minha cabeleireira aumentou o preço. Há quase dez anos é a mesma pessoa, a única a cortar meus cabelos. Por R$10,00 ela cortava e escovava. Há dois anos o preço é R$15,0. A julgar a qualidade do trabalho,o corte é muito barato, mas como ela acertou, nunca me dei ao trabalhao de procurar outra pessoa, afinal, ela é a única que entende quando eu falo: "Só as pontinhas" e não me corta 4 dedos - espaçados -, ela repica quando eu falo "por favor, hoje vamos repicar", e não faz um estrago quase o transformando num chanel...
E hoje eu pago R$30,00 pela tosa da minha poodle. Corrigindo, pago R$65,00. Tenho 2, um macho e uma fêmea.
E a fêmea está prenhe... do macho. (Os dois são irmãos, mas macho é macho. Ainda mais no mundo animal!)
Outro dia, tive de levá-la ao veterinário, contava com 33 dias de gestação. Quer saber o por quê? Fiquei preocupada... olha o tamanho do macho:
Ele é duas vezes o tamanho dela.
E enquanto eu faço minhas unhas em casa - e estou ficando boa nisso - , ela me fez gastar R$50,00 da consulta, mais R$80,00 da ultrassom. E se não conseguir parir naturalmente, sabe Deus como vou pagar quase R$800,00 na cesária. Mas eu posso dividir... quem sabe em oito vidas.
Brincadeira...(não, não é!)
Depois dizem que os cachorros nos amam de graça...
terça-feira, 26 de maio de 2009
Onde começa o futuro?
Sabe aquele blá blá blá de "Educação vem de berço"?
Pois bem, numa sociedade que aborta e que joga crianças no lixo, fica difícil saber "que berço".
Com tantas políticas de educação sexual por aí, ainda há quem não saiba que camisinha tem lado. Como toda roupa, camisinha tem lado sim, e se você colocar do lado errado ela pode sair ou estourar... aí... FUDEU!
Conversando com um amigo meu, que está se formando em Biologia pela UFES, ele disse que estagiando numa escola pública, turma de adultos, um homem disse ter 5 filhos e que anticoncepcional não adianta, conversa vai, conversa vem, o papai é quem estava tomando a pílulas. Eu não acreditei, mas, honestamente, não duvido.
Há mulheres, meninas, ou melhor, antas, que usam a desculpa de que o remédio engorda, na verdade o remédio não engorda -dã-, pode causar um inchamento em quem o toma, mas a dobradinha dieta e exercícios pode resolver isso. É melhor do que um filho fora de hora.
Ok...
Deixe-me explicar as fotos acima.
Não, eu não tirei da internet.
Eu tirei essas fotos numa creche próxima à escola em que trabalhei, faz algum tempo, outro dia passei por lá e a placa ainda estava; afinal, repara na qualidade, deve ter saído caro. (Mais caro é sustentar um desgosto desses!)
Tudo bem que estamos vivendo a reforma pornográfica da língua portuguesa, mas a grafia mudou, a regra de variação de gênero - masculino e feminino - dos substantivos continha a mesma.
Se eu escrevo: MENINO (A), estou indicando : menino E menina. Agora se grafo:PRÍNCIPE(A), estou indicando: príncipe E príncipa; se grafo REI (A), estou indicando: rei E reia.
PELOAMORDEDEUS, o que é PRÍNCIPA? o que é REIA?
Sem contar o "do - a", "do - à", né!?
É assim que vão alfabetizar nossas crianças?
E sabe por que isso influencia? Porque se bate a dúvida na hora da prova, a criatura lembra da placa e respode de acordo.
E se as crianças são o futuro da nossa nação, blá blá blá, de vez em quando você espera, ou melhor, não espera grande coisa de uma instítuição de ensino pública, mas de uma particular? Fala Sério!!! E ainda usaram fotos do parque da Vale (antiga CVRD) para ilustrar.
Que mundo é este?
Meu pai de vez em quando usa um ditado que é o seguinte: "CONHECE-SE O PREFEITO PELA ENTRADA DA CIDADE." Nem preciso explicar, né?!
Bom, finalizarei com a máxima de Aristóteles: "Eduquemos as crianças e não será preciso corrigir os homens."
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Coisas de Vestibular
Interessante, não é!?!?
Mudando um pouco de assunto, recebi por e-mail e vou compartilhar com vocês. Não sei se é fato, mas, repassarei com os devidos créditos:
"O vestibular da Universidade da Bahia cobrou dos candidatos a interpretação do seguinte trecho de poema de Camões:
'Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói e não se sente,
é um contentamento descontente,
dor que desatina sem doer '.
Uma vestibulanda de 17 anos deu a sua interpretação:
'Ah, Camões! Se vivesses hoje em dia,
tomavas uns antipiréticos,
uns quantos analgésicos
e Prozac para a depressão.
Compravas um computador,
consultavas a Internet
e descobririas que essas dores que sentias,
esses calores que te abrasavam,
essas mudanças de humor repentinas,
esses desatinos sem nexo,
não eram feridas de amor,
mas somente falta de sexo!'
A Vestibulanda ganhou nota DEZ, pela originalidade, pela estruturação dos versos, e das rimas insinuantes.
Foi a primeira vez que, ao longo de mais de 500 anos, alguém desconfiou que o problema de Camões era apenas falta de MULHER. (Nathalia Amorim)"
domingo, 24 de maio de 2009
DIÁRIO DE UMA DOMÉSTICA
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Burocráticos demais.
Esta semana, após degustar do novo cardápio do R.U. (Restaurante Universitário da UFES), como eu tinha tempo livre até o horário da minha aula, resolvi ir à Bilioteca, há algum tempo não ia lá, queria rever as novidades e os clássicos.
Passeando pela Literatura Brasileira encontrei três livros do meu muso inspirador, Francisco Grijó (http://ipsislitteris.opsblog.org/), "Diga Adeus a Lorna Love", "Um outro país para Alice" e "Com Viviane ao Lado", como há tempos procuro e não encontro as obras, não podia perder a oportunidade de lê-las, se eu deixasse para outro dia, correria o risco de esquecer, perder a localização (minha memória às vezes é bem lenta, quando preciso dela) ou ter os livros emprestados. Separei os livros, peguei alguma obra de Vinícius de Moraes, degustei algumas poesias, alguns sonetos, alguns poemas...
Por fim, quando saía da Bilioteca, em posse da minha carteirinha de estudante da UFES e do meu horário individual atualizado, fui barrada pela estagiária que atendia no balcão.
- Preciso de um documento com foto.- ela disse
(aí mostrei a carteirinha da UFES e o meu horário individual).
- O horário eu não preciso, não. Só um documento com foto.
- A carteirinha tem foto.
- Mas não serve.
- Ah... tem que ser a identidade?
- Não, não... pode ser a carteirinha de passe escolar.
- Tá bom, vou buscá-la na minha bolsa. Posso deixar os livros aqui?
- Pode.
Saí, peguei a carteirinha de passe escolar, fiquei olhando... Fui até ela e disse:
- Olha, aqui não há o número da minha identidade.
- Mas eu não preciso da sua identidade, só um documento com foto.
- Uais, mas eu mostrei a carteirinha da UFES, com a minha foto, a mesma do cartão de passe.
- Eu sei, mas a da UFES não serve.
- Nossa... pra que facilitar quando vocês podem complicar, né!?
- Pois é... digita a sua matrícula e a sua senha.
Meu Deus... Isso porque primeiro você passa por essa parte burocrática com um estagiário, depois você passa por um detector de livros, acredite, e depois você retira os seus livros.
Imagina um blacão em U, imagine que do lado esquerdo está a estagiária, na parte que baixo, que fecha o "U" é onde há o detector de livros, há um funcionário concursado ali cuja única função é passar o livro do balcão do lado esquedo ao do lado direito enquanto você passa pelo "detector de livros".
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Poeminha
Ecrevo,
coloco no papel o que não soube dizer
reúno em palavras o que não soube viver.
Canto,
transformo em melodia o que outrora era dor
findo a melancolia, numa prece, um novo amor.
Caminho,
passos dados num chão que não vejo
busco um futuro que nem sei se almejo.
Tropeço,
e sou impulsionada para frente
e às vezes caio, em corpo e mente.
Calo,
e então escrevo o que não ousei dizer.
Falo,
e já não escrevo como consegui (sobre)viver.
E no fim, reúno as palavras
que ora dizem tudo, ora nada.
E no silêncio de quem cala,
vivo.
(Vanessa Vidal)
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Mulheres...
Eva...
No início, Eva não queria comer a maçã...
- Come - disse a serpente - e serás como os anjos!
- Não! - respondeu Eva.
- Terás o conhecimento do Bem e do Mal - insistiu a víbora.
- Não!
- Serás imortal.
- Não!
- Serás como Deus!
- Não, e não!
A serpente já estava desesperada e não sabia o que fazer para que a Eva
comesse a maçã. Até que teve uma idéia: ofereceu-lhe novamente a fruta e disse:
- Come, que emagrece!
... Aí, fudeu...!!!
domingo, 17 de maio de 2009
O que fazer??? 20 dicas
Porta de banheiro
Você pode não acreditar, eu também não acreditaria, mas isso estava na porta do banheiro feminino do Centro de Vivências da Universidade Federal do Espírito Santo; como é um espaço público, aberto a todo tipo de gente, prefiro acreditar que os candidatos a membros da elite intelectual deste país não têm tanta imaturidade sexual, um espírito antiético, desprovimento de capciosidade para uma relação sexual efetiva, ou carência a ponto de mendigarem e/ou se oferecerem dessa maneira.
Lastimável!
O Código Penal Brasileiro define o crime de dano no caput do art. 163: “destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia, prevendo pena de detenção, de um a seis meses, ou multa”.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Fim dos Tempos
quinta-feira, 14 de maio de 2009
EasyDate
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Brasil e suas personalidades...
terça-feira, 12 de maio de 2009
Fé demais, fede. - Fala sério!
Em virtude do agravamento de sua doença, Edson foi afastado do trabalho, quando então passou a emitir cheques pré-datados para fins de doação à igreja. Ele ainda fez empréstimos em um banco e vendeu um lote por um valor irrisório, para conseguir manter as doações à instituição religiosa.
Processo:
Em 1ª Instância o juiz havia ponderado que a incapacidade permanente do fiel só se deu a partir de 2001, quando houve sua interdição. Dessa forma, ele entendeu que a igreja não poderia restituir valores de doação anteriores àquele ano, motivo pelo qual estipulou em R$ 5 mil o valor que deveria ser devolvido. Já em 2ª Instância, o desembargador Fernando Botelho, relator do recurso, considerou que o fiel não tinha 'condições de manifestar, à época dos fatos, livremente a sua vontade, já que dava sinais (quando da emissão dos cheques de doação à igreja) de ter o discernimento reduzido' sendo 'os negócios jurídicos ali realizados nulos', e por isso determinou, juntamente com os outros dois desembargadores, a devolução do valor integral das doações.
Depilação feminina
"Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha.
Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim.
Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa.
Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.
- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
- Cavada mesmo.
- Amanhã, às... Deixa eu ver...13h?
- Ok. Marcado.
Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão.Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca.
Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
- É... é, isso.Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei.
De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação.E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar. Foi rápido e fatal.Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural. Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes. O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.
Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. "Me leva daqui, Deus, me teletransporta". Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope.Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda. Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via.Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:- Tudo bem, Pê?- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente. Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
- Vira agora do outro lado.
Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido.Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda...
- Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada!"
Srta. Claire (em risos intermináveis!!!)
segunda-feira, 11 de maio de 2009
A Mulher que lê
AS PIORES PIADAS DO MUNDO

domingo, 10 de maio de 2009
Dia das Mães


Pelas pausas...

Por estarem sempre acordadas, dispostas... por errarem tentando acertar... por deixarem de comer para dar aos filhos, por deixarem de gastar com vocês, para comprar para os filhos, por deixarem as vaidades femininas de lado para poderem gerar, amamentar, cuidar, vigiar, zelar, olhar, amar... Por terem descoberto o amor mais verdadeiro que existe.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Capitu...
de cigana oblíqua e dissimulada, mas não... a decepção foi maior. As adaptações foram majoritariamente infelizes, não sei se por ser uma obra realista acharam que cabiam tais adaptações, como algumas trilhas sonoras interessantes, mas inadequadas, bem como a mescla (apesar de bem feita) de século XIX e século XX, julgo desnecessária, sem contar o exagero na imagem perturbada de Bentinho.

















